Monday, August 04, 2008

Leste 2008 #33 - Albânia

Às 8:00 da manhã o Malcev levou-me à fronteira no seu táxi para lá de ilegal e mostrou-me como funciona o negócio. Tínhamos combinado 5 euros para me levar até Sveti Naum, a fronteira. Mal nos metemos no carro tirou do porta luvas um letreiro amarelo que dizia taxi e colocou-o no tejadilho do carro. Foi até às paragens de autocarro tentar meter mais pessoas dentro do taxi. Lá desencantou um casal de velhotes que lhe deram mais uns dinares e foi assim que deixei Ohrid.

Ao chegar à fronteira acabei por lhe dar todos os dinares que tinha, que já não eram muitos, e pus-me a caminho de mochila às costas. Achei que ficava mal atravessar a fronteira com o formato trolley. Ao chegar ao controlo macedónio estavam lá os dois austríacos que estavam sentados à minha frente no autocarro de Sofia para Skopje. Depois desse posto ainda andámos uns 500 metros até chegarmos ao posto albanês onde paguei 1 euro para entrar no país. Quem entra por via aérea paga 10. Mais uma fronteira que atravessei a pé!

Apanhámos um taxi e por 6 euros (a dividir por 3) levaram-nos até Pogradec, de onde eles íam para Berat e eu para Saranda, no Sul da Albânia. Eles ficaram então no sitio onde passava o autocarro deles. Eu queria ir até ao turismo da cidade para me informar de transportes e o taxista, mesmo não sabendo onde era, não descansou enquanto não me deixou lá à porta. Parou o carro no centro e andou comigo a pé até encontrarmos a rua que eu queria sem cobrar mais um tostão que fosse. Fiquei impressionado!

Depois de me informar que para apanhar um autocarro ou minibus basta ficar na rua e acenar ao primeiro que passar e dizer para onde vou e combinar um preço, voltei a encontrar os austríacos que entretanto tinham vindo até ao centro. Soube também que iria demorar mais de um dia a chegar a Saranda porque não havia ligações directas de transportes e na Albânia demora-se HORAS a chegar a qualquer lado. Decidi então ir com os austríacos para Berat e de lá continuar no dia seguinte.

A Albânia tem paisagens lindíssimas das quais tive muito tempo para disfrutar. É um país muito montanhoso e, não havendo autoestradas, as estradas normais (que só existem duas na direcção Sul) têm de constantemente subir e descer montanhas, daí demorar imenso tempo. Fomos até Elbasan num minibus. Tinhamos combinado 400 lekes por cada um. Ao chegarmos lá ele pede 12000 lekes. Os autríacos ficaram passados a achar que estavamos a ser roubados e uma rapariga que falava algum inglês confirmava que seria mesmo 12000 lekes. Peguei numa nota de 1000 lekes e perguntei-lhe quanto era, ao que ela responde 10000 lekes! A moeda na Albânia mudou há algum tempo e muitos ainda usam a numeração antiga com mais zeros.

Tudo resolvido apanhámos o autocarro para Berat. Atados em vários pontos da prateleira das bagagens havia diversos pequenos sacos de plástico azuis. Cedo percebi que devido às curvas e estado das estradas eram sacos de vómito!

Uma aventura adivinhava-se...

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