Ao chegar à fronteira acabei por lhe dar todos os dinares que tinha, que já não eram muitos, e pus-me a caminho de mochila às costas. Achei que ficava mal atravessar a fronteira com o formato trolley. Ao chegar ao controlo macedónio estavam lá os dois austríacos que estavam sentados à minha frente no autocarro de Sofia para Skopje. Depois desse posto ainda andámos uns 500 metros até chegarmos ao posto albanês onde paguei 1 euro para entrar no país. Quem entra por via aérea paga 10. Mais uma fronteira que atravessei a pé!
Apanhámos um taxi e por 6 euros (a dividir por 3) levaram-nos até Pogradec, de onde eles íam para Berat e eu para Saranda, no Sul da Albânia. Eles ficaram então no sitio onde passava o autocarro deles. Eu queria ir até ao turismo da cidade para me informar de transportes e o taxista, mesmo não sabendo onde era, não descansou enquanto não me deixou lá à porta. Parou o carro no centro e andou comigo a pé até encontrarmos a rua que eu queria sem cobrar mais um tostão que fosse. Fiquei impressionado!
Depois de me informar que para apanhar um autocarro ou minibus basta ficar na rua e acenar ao primeiro que passar e dizer para onde vou e combinar um preço, voltei a encontrar os austríacos que entretanto tinham vindo até ao centro. Soube também que iria demorar mais de um dia a chegar a Saranda porque não havia ligações directas de transportes e na Albânia demora-se HORAS a chegar a qualquer lado. Decidi então ir com os austríacos para Berat e de lá continuar no dia seguinte.
Tudo resolvido apanhámos o autocarro para Berat. Atados em vários pontos da prateleira das bagagens havia diversos pequenos sacos de plástico azuis. Cedo percebi que devido às curvas e estado das estradas eram sacos de vómito!
Uma aventura adivinhava-se...
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